sábado, 28 de novembro de 2009
Liqüidar
Postado por Nivaldo Vasconcelos 8 comentários
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
(Des)Amarras
Escorreguei em poço fundo, “descautelado”, esculhambado pela queda ri, e não previ o choque eminente no asfalto quente das ruas do desejo. Minha cara arranhada, esfolada pela fricção violenta anseia pelo balsamo de signos e palavrório, pronto para outra, viro a esquina com hematomas visíveis, tal pintura de guerra, marca símbolo de luta apaixonada, eu, visivelmente embriagado pelo vislumbre de teus pelos, derreto-me em desesperada impermanência. Busco a cura das feridas com alegria desvairada, ponho-me no lugar certo desta história, reclamo o lugar que sempre estive, na prateleira vejo o livro verde que reensina o que é moral, lembro você, esta é a deliciosa maldição deixada.
Te amo, amo esta breve estada...
Postado por Nivaldo Vasconcelos 7 comentários
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Yoko e eu
Postado por Nivaldo Vasconcelos 7 comentários
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Do estar "sozinho"...
Isso acaba comigo, eu realmente não sei o porquê de estar sozinho, e esta pergunta sugere que você seja no mínimo uma pessoa interessante, então em profunda reflexão escrevo este post na esperança de até acabá-lo, encontrar a resposta desta pergunta. Talvez não encontre, mas não custa tentar.
Não me sinto alguém só, não sou alguém solitário por natureza, é tanto que tenho três cachorros em meu apartamento minúsculo, tenho muitas aventuras amorosas, nunca estou só de verdade, estou solteiro! Sou disposto ao amor, já conheci amor de todo jeito, amor de mulher, amor de homem, gosto de sexo, sou paquerado, paquero, mas então por que diacho estou sem alguém para chamar de meu?
Quando alguém se envolve, ou é envolvido em minha vida, entende logo de cara a minha independência, percebe que sou alguém que se basta, não sou uma pessoa dependente de ninguém além de eu mesmo, amo as pessoas, sou sociável, quero ser um par e tal... Mas não consigo entregar a chave de minha felicidade nas mãos de outra pessoa, não sou de esperar nada de ninguém, obviamente, quando estou enredado no trâmite amoroso, perco estas noções, anseio, desejo, crio expectativas, mas passa, porque percebo automaticamente que cada um só dá o que tem, e sou lógico o bastante para entender que 2+2 é igual a 4, por mais que eu quisesse que desse 22, nem tudo é como eu quero, nem tudo eu posso. Sofro... Sim sofro, eu sofro pelo o que eu não tive, pelo que desejei ter, pela falta de coragem em algumas situações, e pela falta de coragem dos outros em me aceitarem como eu sou. Sou um ser grande, minhas dimensões são amplas, estar comigo não é fácil, sou livre e verdadeiro, mesquinho e egocêntrico, quero tudo, e não quero nada, sou chato, sou do mundo, sou carinhoso, sou safado, vivo como se não tivesse amanhã, sou guloso da vida.
Estar comigo é acreditar em surpresas, é tentar acreditar no infinito, nem sempre é fácil, nem sempre se tem esta fé. Estar comigo pressupõe dúvidas, brigas, noites quentes e frias. Mas posso dizer que quem me tem, tem um grande amigo, um bom amante e um companheiro constante. Não depender de ninguém, não significa não precisar de alguém, que não amo, é difícil entender isso.
Talvez estou sozinho por não saber estar de outra forma, talvez preciso que alguém me ensine a ser dois...
Ps. A conversa citada acima terminou na cama, e quando terminamos o sexo bom e descompromissado, levantei, tomei um banho e fui embora, continuei sozinho, alguém como eu.
Postado por Nivaldo Vasconcelos 9 comentários
domingo, 15 de novembro de 2009
Estou separado!
Postado por Nivaldo Vasconcelos 13 comentários
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Entre um choro e outro me enchi de alegria...
Postado por Nivaldo Vasconcelos 9 comentários
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Quarup para Claude Lévi-Strauss
Postado por Nivaldo Vasconcelos 8 comentários
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Quem tem medo de Friedrich Nietzsche?
Ontem conversei com um filósofo! Amedrontador não é? Ele mesmo me disse que segundo uns tais Deleuzianos, uma galera francesa lá de 68, “filosofar e violentar o pensamento!”. Fui violado ontem a noite. Como o bom cognitivo que sou (ou deveria dizer estou?) tentei captar tudo que ele foi me ensinando, tive noções de esgotamento e possibilidade, aprendi uma frase muito legal de Foucault, “Mais possível, senão sufoco”, e entre um paradoxo e outro, entre “monstros filosóficos”, Lacan e Platão, plano de virtualização, detalhes semânticos interessantes, que,” todo fim ainda deixa uma certa quantidade de matéria que será utilizada para dar forma ao novo possível” (nunca esquecerei isso!) que chegamos a Nietzsche! Aí que a coisa esquentou!
Sempre temi este geniosinho alemão! Mas tememos o que não conhecemos. Ontem ele me foi descrito com doçura e vi tanta poesia nos seus pensamentos que passei a humanizá-lo, e até querer conhecê-lo melhor, confesso que sempre o encarei com superficialidade, talvez pela leitura as pressas de “O Anticristo - Praga contra o Cristianismo” ou “Assim Falou Zaratustra, um Livro para Todos e para Ninguém”, claro que houve impacto, nunca se lerá Nietzsche sem ser apedrejado, martelado, por suas frases, ele é denso, destruidor de padrões, complexo, e eu, talvez muito raso. Mas ontem, por causa deste tal filósofo, me rendi a um Nietzsche desconhecido, belo e poético, quando terminamos a deliciosa conversa corri para ler alguns artigos, alguns textos na internet e cada linha lida, surpresas reveladas, suas poderosas reflexões, sua fascinante idéia do “eterno retorno” , extremamente aterrorizante e sedutora! Assoberbado, me estirei perplexo em minha cama, fiquei ali, esperando o sono chegar, pensando nas palavras dos dois filósofos, um que conhecerei apenas por livros e outro que espero continuar a conhecer em vida, definitivamente quero muito mais...
Acho que rolou o tal “Amor Fati”, o amor pelo inevitável.
Postado por Nivaldo Vasconcelos 10 comentários
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
La Calavera de la Catrina
Mas este ano conheci La Catrina de perto, enxerguei sua face e não a achei tão simpática assim...
Vi minha amiga morta sendo fotografada pelos legistas, abracei sua irmã enquanto periciavam o quarto onde tudo aconteceu, e a olhei pela última vez, nunca esquecerei o que vi, a pior despedida. Quando levaram minha amiga achei justo eu limpar o sangue que ficou no local de sua morte, não poderia deixar a mancha de sua ida assombrando os que ficaram, muito menos deixar para outro, um estranho, esta tarefa, me ajoelhei e fiz o que tinha que ser feito, o cheiro ficou nas minhas mãos por dias inteiros por mais que eu lavasse.
Depois de horas eu chorei, tremi de dor, física!... “Por que você fez isso? Passamos o domingo juntos, você parecia bem, por que não pediu ajuda? O que eu deixei de fazer? O que deixamos de conversar? Por que eu não notei nada? Por que não pressenti nada? Por que não impedi sua ida?”
La Catrina quando chega traz também culpa.
Já parei de me perguntar o porquê dela querer ter ido embora, não julgo sua escolha, não resta em mim culpa, mas sinto saudades, ainda não tenho forças para celebrar a morte, não consigo mais ver La Catrina com olhos bem humorados, ela é agora uma dama fria me lembrando das coisas finitas, porém não a temo, mas também não a abraço. Me recuso.
A mim e aos que ficaram, testemunhas desta despedida, resta a escolha de continuar a viver.
Postado por Nivaldo Vasconcelos 6 comentários
domingo, 1 de novembro de 2009
Do Novembro...
O primeiro dia de novembro me desperta com sol, os raios solares ardem meu rosto, eficiente despertador natural.
Vi vinte e sete novembros em minha vida, nasci em um novembro em flor, o mês que me deu boas vindas é até hoje meu companheiro, voltando todo ano para me acordar com sol na cara. Se eu tivesse que escolher, morreria em novembro, o mês que me abriu as portas da vida trate de me abrir as portas para a morte, mas que seja o 80º novembro o da minha despedida, ainda quero vê-lo em esplendor, comemorar seu nascimento nu em minha cama, quero vê-lo sendo primavera, ou outono, quero mostrá-lo a minha sobrinha e contar a ela os seus segredos.
Até quando durarão meus novembros? Pergunta que nunca me persegue, porém, sempre se insinua.
Nasci no dia 11 do mês onze, ás 11:45 da noite, meu nome foi escolhido, o nome de outro, o nome do patriarca da família de minha mãe, Sr. Nivaldo Vasconcelos, acrescentaram o Neto ao final, para lembrar-me o lugar de cria nova, porém não sabiam que ao tentar me marcar como efígie do homem que é meu avô, me deram, numerologicamente, outro 11! Piada cósmica. E assim me tornei um nivaldo único, marcado pelo significado de um nome emprestado (Nivaldo significa “aquele que governa com ira”) e apropriadamente proclamado com o número do meu mês!
Eu e novembro temos um flerte antigo, o escorpião no céu, imóvel, foi a primeira constelação que vislumbrei, era ele que me aguardava no firmamento quando se deu o parto simples de minha mãe e que ditou secretamente minha cabeça escorpiana, me deu veneno e antídoto. Aprendi muito cedo a alquimia de destilar.
Mas isso é de se esperar para um filho de novembro!
Seja bem vindo mês amado.
Postado por Nivaldo Vasconcelos 10 comentários



































